Comer fora de casa pode custar até R$ 751 por mês, aponta ABBT

Em pesquisa, a Associação Brasileira das Empresas de Benefício ao trabalhador – ABBT revela que despesas com a alimentação fora de casa excedem a inflação oficial do governo

Quem costuma almoçar fora de casa já se deparou com o aumento do valor dessa refeição. Almoçar na rua ficou 3,64% mais caro em relação ao ano passado, segundo estudo da Associação Brasileira das Empresas de Benefício ao Trabalhador (ABBT). Realizada no ano passado, a pesquisa teve como referência 4.587 estabelecimentos em 51 municípios, nas cinco regiões do Brasil.

No Brasil, o valor das refeições é de R$ 34,14 – no fim do mês essa conta fecha em R$ 751. A região que apresentou os preços acima da média foi a Sudeste, com refeições a R$ 34,49. Em Florianópolis (Santa Catarina), o preço do almoço chega a R$ 40,85, sendo o valor mais elevado. Em seguida, foi registrado o aumento nos municípios de Niterói (RJ), com R$ 39,88, Aracaju (SE), R$ 39,43 e Rio de Janeiro (RJ) R$ 38,97. Já em São Paulo (SP) o valor médio é equivalente ao da média nacional: R$ 34,49. Campo Grande (MS) possui o menor valor dentre as cidades pesquisadas, R$ 26,23. Para a Jessica Srour, diretora-presidente da ABBT, “cidades que são destinos turísticos têm preços mais altos que as demais. ”

O estudo tem como embasamento os preços de uma refeição completa feita na hora do almoço, que consiste em prato principal, suco ou água, sobremesa e café.

Um ponto de muita relevância foi o registro da variação do índice que foi superior ao da inflação registrada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no período, de 2,95%, porém semelhante ao do segmento "alimentação fora de casa", que possui variação positiva de 3,83%.

Trabalhador gasta mais com alimentação

Para o trabalhador que recebe um salário-mínimo, os gastos com alimentação seriam em torno de 80% por mês – valor extremamente alto e impraticável. Tendo em vista os R$ 954 ganhos por mês, o trabalhador só conseguiria alimentar-se na rua caso recebesse 5 salários-mínimos, já que teria apenas 16% da sua renda comprometida.

“Acreditamos que outros custos, como gás de cozinha, luz e água, por exemplo, pressionaram os estabelecimentos a fazerem o repasse para o preço final aos consumidores”, afirma Jessica.

Com o aumento dos preços da refeição feita fora de casa, é preciso analisar e fazer uma boa gestão do salário, caso não receba algum tipo de benefício para alimentação. Pesquisar restaurantes populares pode ser uma boa saída para evitar gastos que podem comprometer parte do seu salário no fim do mês.

Tags: alimentação almoço gastos refeição trabalhador

Veja mais