Você sabia que negociar faz parte da nossa rotina?

Exercitar a empatia pode ser a chave para se ter sucesso nas negociações feitas todos os dias, a todo instante

Em uma conversa informal com um amigo, ele pede algo que você considera pouco relevante naquele momento. Você pensa e oferece a ele uma solicitação como troca, para que você possa atendê-lo. Cada um cede em algum ponto até que haja um acordo frutífero para ambos.

Você não percebeu, mas acabou de ver uma negociação acontecer naturalmente.

O ato de negociar faz parte do nosso dia a dia, a todo tempo, não se restringindo apenas ao âmbito corporativo, mas também nas relações familiares e, até, amorosas. Negociamos a todo instante, da hora em que levantamos (com o despertador) à hora em que nos recolhemos (com alguém ao ver TV).

Negociação X empatia

O hábito de ouvir mais do que falar, quando se almeja gerar acordo entre duas partes, garante um bom entendimento e sucesso nos resultados. Ao contrário do que muitos pensam, o ato de negociar não precisa ter um tom agressivo ou ditatorial. Usar a simpatia aliada à inteligência pode transformar a negociação numa conversa amigável e proveitosa.

Veja a seguinte situação:

Em algum momento, você já foi à feira e quis um bom desconto em uma fruta. Certamente você foi educado, sorriu, brincou, mas não se esqueceu de dizer que queria mais descontos para levar a fruta no fim da conversa. Até que você conseguiu garantir um preço justo e saiu satisfeito.

Percebeu que, de forma empática, o acordo foi estabelecido e todos usufruíram do bom resultado?

Criar essa identificação, pondo-se no lugar do outro, pode transformar essa simples negociação em uma relação positiva, oportunizando uma assiduidade ao local, criando uma fidelização espontânea (como no exemplo acima). Sem mencionar no clima amistoso que se constrói no ato em que se dá o acordo.

Exercitar a empatia pode ser a chave para se ter sucesso nas negociações feitas todos os dias, a todo instante.

Negociar não é entrar em uma batalha

Encarar a negociação como um ato de ganhar e perder não é a melhor maneira de conduzir uma diligência.  De nada adianta intimidar ou enganar a outra parte. O mais sensato é controlar o ego, estando preparado para ouvir mais do que falar.

Isso ocorre quando diferimos o certo do errado, sejam nas pequenas decisões ou nas negociações em diferentes níveis. O importante é não querer ser o “dono da verdade” e controlar de forma autoritária, pois isso pode resultar em fracasso.

Negociar também tem a ver com os relacionamentos. Quando preservamos um ambiente aprazível no ato de uma negociação, todos podem sair ganhando, como já vimos anteriormente. Essa condição impede conflitos de interesse e cria um acordo, cultivando a longo prazo uma boa relação.

Há uma diferença entre o bom e o mau negociador: a importância que se dá ao que é negociado. Tudo para que os resultados futuros não reflitam em uma negociação malfeita imprevisível. Outro ponto relevante é fazer com que suas ideias sejam valorizadas, como se fossem as da outra parte – isso é um dos segredos da boa negociação.

No momento da negociação, o que realmente vale é estabelecer uma boa argumentação, sem esquecer-se de que tão breve alguém poderá te solicitar algo. E cabe a você aceitar sem resistência ou ponderar negociando.

Lembramos que não se trata de conflito de interesses, de imposições ou de tirar vantagem sobre alguém, mas sim de ações corriqueiras em que sugerem a negociação espontânea, em que se fecha a conversa de forma satisfatória para ambas as partes – sempre.

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