Como as eleições afetam as suas finanças

O investimento do governo é primordial para impulsionar setores estratégicos da economia

Investidores preocupados com as próprias finanças costumam manter atenção redobrada em anos eleitorais. Trata-se de algo um tanto natural, uma vez que o mercado financeiro costuma se posicionar em relação aos programas eleitorais que despontam como mais competitivos. 

A percepção dos candidatos sobre a economia, em especial, é matéria do maior interesse para os grandes "players", como bancos, multinacionais e agências de risco. A opinião desses agentes é capaz de influenciar de forma decisiva o curso dos debates. Consequentemente, a percepção do empresariado e as bolsas de valores serão influenciadas, o que afeta o curso da roda da economia, incluindo você.

Diante desse cenário, é importante acompanhar o curso dos fatos, mas sem precipitações, pois muitas conjecturas passam longe de se confirmarem na prática. Veja como as eleições podem afetar as suas finanças:

Nível de investimento no país

Alguns programas de governo, naturalmente, poderão afastar investidores do país. Tenha em vista que determinadas medidas podem colocar em risco, de forma grave, toda a atividade empresarial, o que desestimula tanto o aporte de capital internacional quanto a injeção de dinheiro de grandes investidores estrangeiros no país.

Naturalmente, a dinâmica econômica será afetada, o que envolve os níveis de emprego e renda de toda a população. Ao mesmo tempo, é importante destacar que estamos nos referindo a curtos intervalos de tempo, algo em torno de 3 meses, período que corresponde ao tempo oficial de campanha.

Ao longo dessas semanas, muito do que é veiculado na imprensa não passa de especulação. Convém, portanto, aguardar o período pós-eleitoral para uma avaliação melhor embasada sobre os rumos da economia e o real impacto em suas finanças.

Visão sobre o papel do Estado

Em campanhas eleitorais, um dos principais assuntos que divide a opinião de grandes operadores do mercado diz respeito ao papel do Estado. Para alguns, o investimento do governo é primordial para impulsionar setores estratégicos da economia e, assim, garantir um desenvolvimento sustentável em longo prazo. 

Por outro lado, há uma corrente hegemônica que parte de uma perspectiva mais liberal e acredita que o mercado, por si só, poderá criar condições para um bom andamento da economia. Em meio a essas concepções divergentes, há uma briga feroz pelos programas eleitorais dos candidatos melhores posicionados nas pesquisas de opinião.

A esse respeito, devemos destacar que já tivemos governos cuja condução da economia foi marcada pelos dois vieses. Em ambos os casos, houve também períodos de resultados exitosos. Isso é, a visão sobre o papel do Estado, por si só, não é suficiente para explicar o desenvolvimento do país.

Nesse caso, investidores podem se adaptar às condições do mercado. Imagine, por exemplo, um governo que opte por manter juros elevados.

Em uma situação como essa há um grande número de aplicações financeiras com boa rentabilidade. Numa situação contrária, de juros baixos, seu capital poderá ser aportado em outros setores, que não o mercado financeiro e, ainda, assim, lhe proporcionar um bom retorno.

Cenários de grandes incertezas

Todo o clima de especulação que toma conta das eleições poderá influenciar de forma negativa suas finanças, dependendo das indefinições do período em relação aos candidatos que poderão disputar ou não as eleições.

Tal situação pode ser vista como um mercado de apostas, no qual os "jogadores" não têm certeza em quem apostar. Para o mercado, isso se traduz em retração de investimentos e consequente diminuição do dinamismo da economia.

O importante é não se apegar a análises muito incisivas no período eleitoral, pois o comportamento dos agentes do mercado é bastante volátil, impossibilitando a realização de projeções de longo prazo.

 

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