Emergências médicas: o prejuízo emocional já é o bastante

Dicas simples, mas difíceis de lembrar nas horas mais tensas, podem eliminar grande parte dos problemas

Uma doença inesperada, uma cirurgia emergencial, um acidente. Estas são situações delicadas que mexem com o emocional de qualquer um, mas que também exigem soluções racionais para que o episódio não se torne também um sinônimo de rombo nas finanças da família. Dicas simples, mas difíceis de lembrar nas horas mais tensas, podem eliminar grande parte dos problemas que surgem nas horas em que menos se espera.

No caso de despesas hospitalares, revise com atenção tudo o que foi cobrado, desde diárias da internação até itens de possíveis cirurgias e honorários médicos. Quais delas foram aprovadas pelo seguro-saúde e quais foram recusadas? Erros ocorrem com frequência e a falta de atenção aos detalhes pode custar caro.

Sempre é possível contar com os órgãos de proteção ao consumidor ou com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), reguladora dos planos de saúde, pelo telefone 0800 701 9656, para tratar de coberturas médicas. Tente, sempre que possível, conversar com seu plano de saúde e, caso ele não cubra o procedimento desejado, peça o reembolso do valor pago.

Para as despesas com as quais você terá de arcar, seja cuidadoso ao utilizar o cartão de crédito para o pagamento. Os gastos com saúde podem atingir proporções muito grandes, e a incapacidade de pagar as parcelas do cartão pode resultar em um rombo muito maior por conta dos juros cobrados pelas operadoras.

Lembre-se que os gastos com saúde podem ser utilizados para futuros abatimentos no Imposto de Renda. Segundo a Receita Federal, não há limite para a dedução dos gastos com despesas médicas. "O contribuinte pode deduzir do seu rendimento tributável a totalidade dos gastos com hospitais, médicos, dentistas, clínicas, plano de saúde. As despesas podem ser [tanto] do próprio contribuinte, quanto de seus dependentes".

Em caso de morte, procure, de preferência, a orientação de um advogado especialista. Após o choque inicial, tente localizar documentos importantes do falecido, tais como apólices de seguros e testamentos. Obtenha múltiplas cópias do atestado de óbito; este documento será necessário na hora do resgate dos benefícios oferecidos por seguradoras e para o acesso aos bens da pessoa.

Atente-se à questão de contas conjuntas abertas pelo falecido antes da morte. A parte que cabia ao falecido deverá ser inventariada e informada ao espólio.

Quando for possível, considere outros problemas não menos importantes. Por exemplo, se o falecido for o titular do seguro-saúde da família, procure a seguradora para saber como manter a cobertura mesmo após o óbito.

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