Já conhece o consumo colaborativo?

Novo jeito de enfrentar o consumismo desenfreado e também, pelo viés sustentável, dar uma vida útil prolongada a certos bens

Você provavelmente já ouviu falar dos Millennials, que são os jovens adultos dessa geração. O que você não sabe é que eles preferem comprar e vender bens de segunda mão, muito mais do que as gerações anteriores. Além disso, reparam, partilham, alugam, em vez de comprar algo novo.

Essa tendência de compartilhamento, ou seja, emprestar, doar, trocar produtos e serviços é denominada consumo colaborativo. Tal modelo tem se tornado um meio de se resolver demandas, acessar e utilizar bens, tornando experiências ligadas à sustentabilidade uma prática que resulta em importantes engajamentos.

Um estudo feito pelo Observador Cetelem indicou que cerca de 84% dos jovens adultos portugueses afirmam que a economia de partilha tem uma imagem positiva. Na Europa, Portugal fica em 5º lugar entre os países que mais se beneficiam do consumo colaborativo.

No Brasil, uma pesquisa feita pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) indicou que o consumo colaborativo vem ganhando espaço no país. De acordo com o levantamento, 40% dos brasileiros já tiveram experiências ligadas ao consumo colaborativo. Um exemplo é a substituição do hotel por casas/apartamentos oferecidos em site de hospedagem alternativa. Em seguida, as caronas com 39%, o aluguel de roupas com 31% e o de bicicletas com 17%.

Outro dado importante revela que 79% dos consumidores admitem que o compartilhamento além de facilitar a vida, é uma ótima maneira de poupar dinheiro. Outros 68% dos consumidores consideram aderir ao consumo em até dois anos.

Economia garantida X desconfiança

Um dos maiores benefícios encontrados nesse tipo de consumo é a economia de dinheiro que ele proporciona – cerca de 46% dos participantes apostam nisso. Entretanto, há aqueles que não confiam nas pessoas e isso se torna um obstáculo para ingressar nesse modelo de consumo. Segundo o presidente da CNDL, Honório Pinheiro, “nem sempre as pessoas estão abertas a mudanças tão significativas em seus hábitos de consumo”.

Embora os brasileiros tenham certa desconfiança sobre quem vai usufruir tais serviços (71%), os resultados apresentados na pesquisa indicam que há um tímido interesse pelo consumo colaborativo. Esse tipo de economia é um novo jeito de enfrentar o consumismo desenfreado e também, pelo viés sustentável, dar uma vida útil mais prolongada a certos bens.

Consumo colaborativo não é apenas trocar bens materiais

O que poucos sabem é que você pode colaborar com o que tem, e não significa que seja algum objeto. A colaboração pode vir de diferente maneiras: dedicar-se ao voluntariado é apenas uma delas. Dispor de um dia para compartilhar conhecimentos, ajudar alguém em uma obra, ou reforma, visitar hospitais e creches com o propósito de levar cultura. Abrir um espaço para reunir mulheres e fazer leituras, dar aulas de reforço a quem precisa. Você pode escolher como pode colaborar e se cadastrar em plataformas específicas que nortearão a demanda. O importante é dar ajudar e receber ajuda.

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