Mudar o mundo não é apenas um desejo dos profissionais mais jovens

Trabalhadores entre 55 e 64 anos são engajados e buscam um emprego com propósito positivo no mundo

Já se sabe que viver mais e com mais qualidade de vida são sinônimos de que as coisas estão mudando, e no mercado de trabalho isso não poderia ser diferente. Além disso, com a expectativa de vida aumentada, muitas pessoas vêm buscando por algo que faça a diferença em suas vidas, como uma nova ocupação, por exemplo.

Um estudo feito pelo Business Insider revelou que querer mudar o mundo não é uma vontade exclusivamente dos mais jovens. Muitos profissionais mais velhos possuem engajamento e energia tanto ou quanto os millennials para isso.

Requisitos básicos iguais, mas propósitos diferentes

A pesquisa fornecida pela plataforma Culture Amp mostrou que trabalhadores entre 55 e 64 anos têm mais predisposição do que os jovens para impactar em um emprego que tenha uma visão positiva no mundo. O CEO da Culture Amp, Didier Elzinga, relacionou o posicionamento dos profissionais jovens quanto aos propósitos dos colegas com mais idade.

Foram coletadas respostas de cerca de 500 mil funcionários, de 750 empresas nos EUA, na Austrália e Europa, e eles foram conduzidos a responderem perguntas sobre fatores que geravam o engajamento deles no ambiente de trabalho. Os participantes indicaram como sendo essenciais pontos como confiança nos cargos de chefia da empresa e possibilidade de crescimento pessoal. Quando perguntados sobre o impacto no mundo de forma positiva, somente os funcionários com mais idade priorizaram esse requisito listando-o entre os cinco pontos principais.

O apontamento teve como resultado que a idade não é um fator preponderante, já que todos os trabalhadores buscam os mesmos requisitos básicos em um emprego. Entretanto, o que não se esperava era que, por conta da experiência, os trabalhadores mais velhos almejassem fazer a diferença no mundo acima de todas as propostas. "Isso certamente me surpreendeu", disse Elzinga.

Nova configuração do mercado de trabalho

A representatividade na terceira idade está passando por uma nova configuração no mercado de trabalho. Cada vez mais profissionais experientes sentem que ainda podem compor o quadro de funcionários, por serem altamente capacitados e não quererem se afastar das carreiras. Contudo, mesmo com a efetiva participação e produtividade, há poucas ofertas de trabalho.

Um importante ponto a ser salientado é que as empresas precisarão se inovar constantemente, sejam produzindo produtos e serviços a esse público ou seja incorporá-lo como trabalhador.

Para acompanhar as mudanças na sociedade, as companhias devem propor maneiras condizentes e se adaptar às novas relações de trabalho. Uma delas seria, historicamente, gerir pessoas de diferentes gerações, unindo-as com os mesmos ideais no mercado de trabalho.

 

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