Você entende as diferenças entre os regimes tributários?

Pela lei, você tem até o último dia do mês seguinte à assinatura do contrato para decidir entre as duas opções.

Você já sabe que também paga Imposto de Renda sobre os valores do seu plano de previdência complementar. O tipo de tributação, no entanto, é escolhido na hora em que você adere ao plano. São dois os tipos de regime tributário da previdência complementar: o progressivo e o regressivo. Pela lei, você tem até 30 dias após a assinatura do contrato para decidir entre as duas tabelas. Se o novo participante não escolhe no ato, a opção automática é pela tabela progressiva.

Mas como fazer a melhor escolha? 
O economista e especialista em previdências pública e privada, Keyton Pedreira, explica que são muitas as variáveis a serem levadas em conta. O ideal seria optar pelo regime tributário apenas no momento de sacar o benefício, quando já se tem certeza do tempo de investimento. O problema é que essa alternativa ainda não é possível, ao menos por enquanto. “Há um projeto de lei que prevê a escolha da tributação apenas no momento de se aposentar, mas isso ainda é apenas um projeto”, conta Keyton.

Enquanto isso não acontece, um ponto determinante a ser considerado é o prazo de contribuição. No modelo regressivo, as alíquotas variam de acordo com o tempo de investimento. Quanto maior for ele, menor será a alíquota de Imposto de Renda que vai incidir sobre o valor a ser resgatado. Essa é uma boa alternativa para quem pretende permanecer no fundo por muito tempo. 

Já no regime progressivo o Imposto de Renda tem como base a mesma tabela que incide sobre o seu salário, podendo chegar a 27,5%. Isso significa que a alíquota varia de acordo com o valor que será resgatado. Essa costuma ser uma boa opção para quem tem intenção de permanecer no fundo por prazo curto ou para aqueles que visam ter da previdência complementar um benefício mensal que não ultrapasse ou fique pouco acima da faixa de isenção do Imposto de Renda.

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