Você já pensou em morar em uma república só para idosos?

Uma boa alternativa para manter o convívio social sem que se sinta limitado, como nos asilos

Se você ainda acha que os idosos preferem uma vida sossegada e solitária em casa, você se enganou! Nessa fase da vida o que eles querem mesmo é estar rodeados de amigos e da família.

Alguns se aconchegam na casa de seus filhos. Já outros preferem usufruir da aposentadoria viajando e conhecendo diferentes culturas pelo mundo. Mas existem aqueles que querem continuar a vida com os amigos e estar perto da família – e não morar com ela – que se adaptam muito bem às repúblicas feitas especialmente para idosos.

Essa é uma boa alternativa para manter o convívio social sem que se sinta tão recluso, como nos asilos. Muitas vezes, o ambiente dessas casas impede que os idosos possam sair, limitando-os em conhecer pessoas novas, mantendo-os recolhidos sem vida ativa ou produtiva culturalmente. E as repúblicas pregam exatamente o contrário: viver em uma moradia coletiva interagindo socialmente, criando espaços comunitários onde todos podem cooperar e ser ativos em conjunto.

A proposta de moradias coletivas surgiu na Dinamarca e se disseminou nos Estados Unidos e Canadá. Logo chegou ao país difundindo o envolvimento dos moradores desde a projeção até o gerenciamento das moradias.

Pensando nisso, um grupo de professores aposentados, em Campinas (SP) decidiu não seguir o resignado estilo de vida da maioria dos brasileiros e construiu uma moradia coletiva.

O que os médicos pensam

Muitos geriatras defendem que morar em repúblicas ajuda a combater doenças psicossomáticas, depressão, demência, entre outras. A geriatra e consultora de medicina preventiva diz que “este tipo de iniciativa melhora a qualidade de vida e, consequentemente, reduz a quantidade de hospitalização e aumenta a expectativa de vida”.

Um apontamento realizado no passado (meados de 2009) revelou que apenas 1% dos idosos vivia em instituições de longa permanência (asilos e casas de repouso). 65,2% dessas casas são filantrópicas e as públicas são 6,6% – predominando as instituições municipais. Entretanto, pesquisadoras do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Ana Amélia Camarano e Solange Kanso, apresentaram um crescimento significativo das instituições privadas com fins lucrativos, já são quase 60%.

Vida social mantida

A escolha pela moradia na república além de ser mais acessível ao bolso do aposentado, uma vez que as mensalidades giram em torno de R$ 150 (com todas as despesas básicas embutidas), é uma grande oportunidade de fazer novas amizades e livrar da baixa autoestima, que geralmente pode se transformar em depressão. Com a casa sempre cheia e movimentada, a convivência ajuda a melhorar o humor e a jogar a solidão para bem longe.

Sem esquecer de dizer que as tarefas são distribuídas entre os moradores e cada um faz a sua parte. Assim, tudo se mantém organizado e todos contribuem para a manutenção. As decisões são tomadas com a participação de todos, sobretudo sobre fazer escolhas sobre divisão de tarefas e quantos vão residir e onde vão se instalar.

Ficar em casa ou fugir do ninho?

Cada um escolhe a melhor forma de viver, se é em sua moradia ou se é em outro tipo de residência. O mais importante é ter em mente que, se quiser permanecer na sua casa, é essencial adaptá-la às necessidades que surgirão com o passar dos anos. Entenda que a locomoção pode não ser a mesma, logo os pisos deverão ser substituídos. Deverão ser instalados corrimões para assegurar que haverá apoio, em casos de desequilíbrio, entre outras modificações necessárias.

Na república, é criada uma autonomia capaz de garantir um gerenciamento feito pelos próprios membros e ao mesmo tempo assegurar a liberdade e segurança. Mais um lado positivo de se morar assim é ter atividades em grupo como cuidar da horta, das instalações e fazer todas as refeições com companhia.

Para todos os casos, é essencial ponderar e conversar com a família, a fim de buscar a melhor alternativa.

 

 

 

 

 

 

 

Tags: convívio social idosos moradia coletiva república

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