Você sabe quais são as diferenças entre doenças genéticas e hereditárias?

Entenda a distinção entre elas e os fatores que podem ocasioná-las

Para entender a incidência das doenças genéticas e hereditárias que nos circundam, é necessário compreender o que são os genes. Eles são a informação que herdamos de nossos pais, no momento da concepção, e designam a nossa constituição biológica. Os genes são os que nos tornam parecidos com nossos progenitores e determinam como seremos e o quanto cresceremos. Também são responsáveis por designar a nossa resistência a algumas doenças, bem como a predisposição a outras – as chamadas doenças genéticas.

O que é doença genética?

A doença genética provém de um distúrbio, dano ou erro no material genético, nos genes. Essa modificação pode ser causada por diversos fatores externos, tais como a radiação, a infecção e até mesmo a má-alimentação e o estresse. Quando apenas um gene possui alteração, trata-se de uma doença monogenética. Quando mais de um gene foi afetado, são chamadas de doenças multifatoriais ou poligênicas. O câncer é um exemplo de doença genética, mas apenas uma porcentagem entre 5 e 10% é herdada por alguma razão ainda não conhecida.

Para descobrir se há uma doença genética instalada, é preciso utilizar-se de técnicas moleculares, testes com gotas de sangue ou saliva, fluido ou tecido do corpo que identificam se o gene sofreu alguma alteração. Esses exames possibilitam que ela seja descoberta antes mesmo de apresentar sintomas, além de permitirem que se possa tomar medidas para evitar o agravamento da doença.

A doença genética é incurável, mas é possível retardar seu avanço, reduzir alguns sintomas e proporcionar uma desejável qualidade de vida. Além do câncer, algumas doenças são popularmente conhecidas, como o daltonismo, o albinismo, a hidrocefalia, a fibrose cística, entre outras.

O que é doença hereditária?

O nome já nos dá pistas de que se trata de uma herança genética. A doença hereditária é transmitida entre gerações e manifesta-se em determinado momento da vida. Ela não se assemelha a doenças congênitas ou a doenças genéticas.

As doenças hereditárias mostram a tendência de uma pessoa ter o problema, entretanto isso não quer dizer obrigatoriamente que ela terá também. Para explicar melhor, tomaremos a diabetes e a hipertensão como exemplos. Se nas famílias do pai e da mãe há casos das duas doenças, é provável que o filho possa ter também. Em contrapartida, as chances de elas se manifestarem também têm ligação com a interação com o ambiente e com os hábitos.

Entre as mais conhecidas da extensa lista de doenças, podemos citar a obesidade, a alergia, a hemofilia, a depressão, as doenças cardiovasculares, a hipertensão e o diabetes – mencionadas anteriormente.

Ainda não é possível explicá-las apenas categorizando um gene, ou pela própria genética, porque também são levados em consideração hábitos e influências ambientais que podem causar alterações. O que se pode fazer, em alguns casos, é prevenir-se. A máxima de cuidar-se e ter hábitos saudáveis prevalece, principalmente, em incidências de doenças como a diabetes e as cardiovasculares.

Em um futuro, não tão distante, a reprodução humana assistida será a única opção para prevenir doenças sem cura. Estudos com a genética embrionária e a compatibilidade imunológica são alguns pontos que estão sendo discutidos na área da Medicina Reprodutiva, que visa não apenas oferecer tratamentos aos casais, mas também busca alternativas de garantir nascimentos de bebês sem quaisquer doenças incuráveis.

 

 

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