Você tem dinheiro guardado para cobrir imprevistos?

Muito mais fácil do que ganhar na loteria é você descobrir que seu carro precisa urgentemente de um mecânico

A vida é cheia de surpresas. Qualquer um que aposte R$ 2 na Mega-Sena pode ficar milionário da noite para o dia. É verdade que a chance é apenas uma em 50.063.860 (cinquenta milhões, sessenta e três mil e oitocentas e sessenta) apostas. Mas que ela existe, existe. Porém, muito mais fácil do que ganhar na loteria é você descobrir que seu carro precisa urgentemente de um mecânico, que o seu seguro saúde não cobre o exame caro que o médico pediu ou que daqui a alguns meses você vai ganhar um herdeiro.

E quando essas surpresas acontecem no início do ano, junto com outras despesas grandes, como a compra do material escolar, o vencimento do IPVA e do IPTU, o problema pode se tornar maior ainda. Muitos começam a se endividar nesse momento, recorrem a uma instituição financeira para pedir um empréstimo ou simplesmente entram no cheque especial. Dependendo do tamanho do imprevisto, há até pessoas que chegam a comprometer parte do patrimônio e são obrigados a vender um carro ou um terreno para sair do problema.

Prevenir e remediar
Para evitar situações complicadas como essa, só há um remédio: ser mais prevenido. “Não nos planejamos para os imprevistos. Mas um contratempo financeiro só se transforma em dor de cabeça quando não há recursos próprios disponíveis para bancá-lo. Ou seja, quando não temos um pé-de-meia”, explica Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor executivo da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (ANEFAC).

Por outro lado, se você já está atravessando um momento difícil e não tem nenhuma reserva, a primeira providência é remanejar gastos e cortar despesas, antes mesmo de optar por um empréstimo. Agora, se não há outra forma de cobrir o rombo que ficou no seu orçamento, e a utilização de uma linha de crédito parece ser a única saída, ao menos pesquise antes as taxas e os juros cobrados por cada instituição. Afinal, se os encargos forem muito altos, o empréstimo só vai contribuir para aprofundar a sua crise financeira.

Planejando o futuro
Logo depois que passar o pior, é fundamental começar uma reserva. É importantíssimo criar uma rotina para poupar e seguir esse objetivo à risca. “Estabeleça uma meta de depositar todo mês, em uma aplicação, pelo menos 10% do seu salário. Faça isso logo no começo do mês e simplesmente esqueça que esse dinheiro existe”, recomenda Oliveira. E se porventura em um determinado mês você não conseguir atingir a sua cota, deposite o que for possível e compense a diferença no próximo. O importante é não deixar de poupar. Assim, se uma dificuldade bater novamente à sua porta, você estará preparado para mandá-la embora antes que desequilibre totalmente a sua vida financeira. Parece bom, não é mesmo?

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